quinta-feira, 3 de julho de 2008

...há coisas que não consigo entender...


Não consigo perceber as pessoas que brincam com a vida. Não as pessoas que brincam na vida. Mas aquelas que não a levam a sério. É óbvio que não estou a falar em ser sisudo, nada disso......
Estou a falar de encarar a vida como um dom e conseguir tirar dela o melhor que ela nos pode dar.

Não consigo perceber as pessoas que não se vêem na vida, que não conseguem traçar um caminho por onde ir...

Pronto, olhem...
...não percebo...


domingo, 29 de junho de 2008




Deus está em todo o lado ou está onde O deixamos estar?





quarta-feira, 28 de maio de 2008

"A minha realeza não é deste mundo" (Jo18, 36)


Nestes últimos tempos, talvez devido a diferentes expressões de farisaísmo que se têm feito notar à minha volta, tenho pensado “E se eu fosse presa por alguma infracção à lei estatal, mas a favor da lei do Amor?” e então, numa mistura de ingenuidade, mas de muita verdade naquilo que estava a sentir pensei: “Ah! Ria-me na cara dos “polícias”, porque não iam perceber nada de nada e dizia-lhes que a minha lei não era a mesma que a deles.” O mais provável era eles levarem-me para um hospital psiquiátrico ou então darem-me dois estalos, rirem-se na minha cara ou qualquer coisa do género.

Mas isto tudo só para explicar que só agora, passado talvez 13 anos de ter ouvido pela primeira vez a passagem em que Jesus, enquanto era interrogado por Pilatos, diz “A minha realeza não é deste mundo”, é que acho que a percebi realmente. Pelo menos ganhou outro sentido para mim.

Sempre que lia ou ouvia esta expressão dita por Jesus achava que ele já não devia estar lá muito bem da cachimónia, sim…já devia ter levado alguma porrada e então aquilo já não estava a funcionar 100%. Considerava essa a resposta fácil e ao mesmo tempo a mais louca que alguém poderia dar…como que lhe perguntassem alhos e ele respondesse bugalhos. Como quando nos filmes vemos um louco no tribunal e lhe perguntam “Matou a sua vizinha?” e ele responde “Preciso de ir ao supermercado”. Mas no fundo é mesmo isso…aqueles que o interrogavam não percebiam nada do que Jesus dizia e estavam a falar de leis e Jesus de Amor. Estavam a julga-lo com uma lei que não tinha nada a ver com a vida de Jesus. Uma lei que não era, nem por sombras, necessária no reino porque Jesus lutava.

Ao início pode parecer muito óbvio o que escrevi…tal como me pareceu a mim…mas depois de reflectirmos um bocadinho e de nos implicarmos a nós…acho que dá para entender…!!

No princípio do texto disse que fazia e dizia aquilo e aqueloutro aos “polícias”…mas na realidade…não é tudo assim tão superficial…! Eu fazia e dizia na minha cabecinha…em alturas que parece que tenho toda a força do meu lado, mas infelizmente, ainda confio aos “momentos”…e não constantemente.

Ia escrever aqui que Jesus era um homem de “tomates” (desculpem a expressão :p ), mas depois pensei um bocadinho melhor e mais uma vez….”Parva, Teresa!”, Jesus SIMPLESMENTE confiava…confiava que era por ali o caminho e sabia que só assim a sua vida teria sentido e por isso disse de forma consciente e ultra mega e hiper verdadeira “A minha realeza não é deste mundo”……...ainda......

segunda-feira, 28 de abril de 2008

sexta-feira, 25 de abril de 2008

....sem querer......a publicar no dia da Liberdade!! (Há coisas engraçadas!!!! :D )


Este episódio aconteceu esta semana no intervalo de uma aula, devo dizer que o resto da aula passei-a a registá-lo, (tinha que sair por alguma lado) e só hoje decidi postar...

Uma colega minha comentou que antes de se deitar rezava um pai-nosso, uma avé-maria, a salvé-rainha e não sei se mais alguma coisa. Quase sem controlar, a minha expressão foi de espanto e de incredulidade e escapei um "Eu não sei a salvé-rainha". Agora o ar de espanto apareceu na expressão de uma outra colega, que é catequista e que sabe que também eu sou. "Tu catequista, não sabes a salvé-rainha? Que catequistas és tu?" - disse ela num misto de brincadeira e de sinceridade.

Respondi que nem gostava da oração - que era feia (usei mesmo a expressão). Aí é que foi...."O quê? Ó Teresa!!" E acrescentei "Não sei quem inventou isso, mas se Jesus viesse agora à terra até lhe dava uma coisinha má!! O meu Deus é um Deus alegre, livre e que só me quer ver feliz!"

Rapidamente houve um esforço para mudar de conversa e expressões faciais tipo "Ai! Como está a nossa juventude!!" Sim! Eram colegas da minha idade...19 aninhos!!

Como é lógico, para além do nervosismo momentâneo e até alguma irritação, tudo isto pôs-me a pensar!!
Será que era eu que estava errada? Será que era eu que estava armada em revolucionária?
Mas talvez não.
Ainda estou presa a muitas coisas, mas sei que também já me libertei de algumas.

E mexe com o meu sistema nervoso pessoas que ainda se baseiam em leis, ritos e dogmas sem sentido, que não afectam nem alteram a sua vida!
E ainda para mais quando são jovens...
Jovens que ainda rezam um avé-maria, uma pai-nosso e uma salvé-rainha antes de deitar apenas como um descargo de consciência e sem saber muito bem o que estão a dizer para além de palavras ocas.
Jovens que acreditam que um cristão é aquele que sabe todas as rezas e não aquele que tenta viver como cristo.
Jovens que acreditam que um cristão é aquele que faz tudo direitinho, tudo o que a sociedade espera dele.
Jovens que acreditam que as leis de uma país são para ser respeitadas como se de leis de Deus se tratassem...........

..........como se o meu Deus pudesse ter leis.......


Meu Deus,
não meu como te possuísse ou apenas pertencesses a mim
meu, apenas para te diferenciar dos tantos deuses que pintam

Então, meu Deus
que a tua liberdade inspire e contagie estes jovens

que também eu consiga libertar-me de todas as amarras que ainda me prendem
e me consiga sentir livre e sem medos
como quem confia que contigo a vida tem mais cor e sentido

Que consigamos respirar-te "de peito aberto e desmedido"



Foi mais um desabafo do que outra coisa qualquer....mas fez-me realmente pensar.....e as palavras limitam-me e tramam-me...

quinta-feira, 3 de abril de 2008

ironias


Adoro a frase:

"Ai! Eu sou muito amiga de toda a gente e gosto muito de ajudar, mas quando me fazem alguma................"

terça-feira, 11 de março de 2008

hmmmmm...serenidade....


O que mais tenho aprendido nestes últimos tempos é a esperar...

Aprendi a não levantar tantas questões e a esperar que a bonança venha... Não como quem espera de braços cruzados...mas como quem quem espera andando, não como um perdido, mas firme no seu caminho.

Acima de tudo, talvez seja mesmo confiar. Aprendi a esperar porque sei que depois de uma grande onda vêm sempre ondas mais pequeninas e depois o mar sereno...

Quando alguma coisa não corre como desejava, o meu coração já não acelera sempre a 1000 à hora, nem fico ansiosa e nervosa...aprendi a serenar e a confiar que o amanhã vai ser diferente.

E enquanto espero vou dando valor ao que realmente importa, às pequenas coisas que pintam a minha vida de cores, que a temperam com um gostosinho saboroso e a perfumam com um aroma fresco e leve!! Talvez por isso...depois venha o mar sereno....

....porque no fundo, as grandes ondas são ocas por dentro e o facto de sermos pequeninos é que lhes dá aquele ar de imponentes e grandes...

E fico sobretudo feliz, porque cada vez mais confio em Ti e porque um mar sereno sereno, também não tem lá grande piada!!