Nem sempre gostei de provérbios. Mas com o tempo fui aprendendo a respeitá-los e até a gostar deles. Vejo-os como o retrato de um povo, com História, histórias, crenças e com experiência de vida, muita vida.
Também com o tempo, fui descobrindo uma nova brincadeira (daqueles que quem me conhece mais de perto sabe que tenho :p) e então a brincadeira (que se transforma muitas vezes numa coisa séria) consiste em recriar os provérbios à minha vontade. Ou seja, sempre que ouço ou leio algum, crio um novo baseado nesse. Confesso que é uma brincadeira muito engraçada e que me tem feito descobrir muitas coisas! =) É giro...e, por isso, sugiro que experimentem!
Por isso, hoje partilho um que me tem acompanhado há já algumas semanas...e é bom ter destas companhias...
Todos nós sabemos que "A Esperança é a última a morrer!"...eu atrevo-me a dizer que " A Esperança é a primeira a nascer"...
e olhem que o parto já começou...há muitas, muitas, muitas horas...
Ontem de manhã fui a uma festa de anos! Mas não festejei grande coisa...
Ao aniversariante vi de relance...e o porta voz da festa parecia não o conhecer muito bem...
A festa foi rápida...30min! Pode-se festejar em 30min, mas não aconteceu. A pressa era muita... Todo o itinerário da festa estava traçado...e todos o sabiam de cor. Agora dizemos "Olá!" e agora "abrimos os presentes, mas rápido...vá não é preciso abrir tudo, tira a fita-cola só de um lado, espreita que pelos desenhos da caixa já sabes o que é!"
"Abertos" os presentes...foi feito um discurso acerca dos perigos de se andar de saltos altos nos paralelos. E, por fim, apagaram rapidamente as luzes e cantaram-se os Parabéns em voz baixa, melancólica, mas rápido! E partiu-se o bolo! Todos o provaram (mesmo os que já não se lembravam quem era o aniversariante), e ao ir buscar a fatia à mesa do bolo, todos levaram a carteira e as suas coisas...não fosse algum dos convidados matreiros pegar nela..."por engano!"
E terminou a festa! Todos saíram...caladinhos. O aniversariante...se ainda lá estava, não o vi! Foram todos saindo, satisfeitos por já estar feito o favor: ir à festa que não apetecia, mas que não convinha faltar.
No fim de tudo, sinto que festejei muito pouco. Já não ia há 3 semanas a uma festa de aniversário...e senti que afinal já não ia há 4 semanas.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Vou-me apercebendo que os insectos provocam em nós diferentes comportamentos...
Se não nos provocam medo...admiramos, observamos ou, simplesmente, ignoramos!
Se tiverem fama de maus ou se forem esquisitos e diferentes do habitual podemos:
- Matar (caso nos consideremos, ou nos forcemos acreditar, superiores a ele....apesar do medo)
ou
- Paralisar (caso o medo tome realmente conta de nós...)
"O silêncio, por definição, é o que não se ouve. O silêncio escuta, examina, observa, pesa e analisa. O silêncio é fecundo. O silêncio é a terra negra e fértil, o húmus do ser, a melodia calada sob a luz solar. Caem sobre ele as palavras. Todas as palavras. As palavras boas e más. O trigo e o joio. Mas só o trigo dá pão."
José Saramago
In Deste Mundo e do Outro. Ed. Caminho, 7.ª ed.,p.56