quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
domingo, 20 de janeiro de 2013
Se faziam tudo aquilo é que não tinham casa, nem pai, nem
mãe, a vida deles era uma vida sem ter comida certa e dormindo num casarão
quase sem teto. Se não fizessem tudo aquilo morreriam de fome, porque eram
raras as casas que davam de comer a um, de vestir a outro. E nem toda a cidade
poderia dar a todos. Pirulito pensou que todos estavam condenados ao inferno.
Pedro Bala não acreditava no inferno, Professor tampouco, riam dele. João
Grande acreditava era em Xangô, em Omulu, nos deuses dos negros que vieram da
África. O Querido-de-Deus, que era um pescador valente e um capoeirista sem
igual, também acreditava neles, misturava-os com os santos dos brancos que
tinham vindo da Europa. O padre José Pedro dizia que aquilo era superstição,
que era coisa errada, mas que a culpa não era deles. Pirulito se entristeceu na
beleza do dia. Estariam todos condenados ao inferno? O inferno era um lugar de
fogo eterno, era um lugar onde os condenados ardiam uma vida que nunca acabava.
E no inferno havia martírios desconhecidos mesmo na polícia, mesmo no
reformatório de menores. Pirulito vira há poucos dias um frade alemão que
descrevia o inferno num sermão na Igreja da Piedade. Nos bancos, homens e
mulheres recebias as palavras de fogo do frade como chicotadas no lombo. O frade
era vermelho e do seu rosto pingava o suor. Sua língua era atrapalhada e dela o
inferno saía mais terrível ainda, as labaredas lambendo os corpos que foram
lindos na terra e se entregaram ao amor, as mãos que foram ágeis e se
entregaram ao furto, ao manejo do punhal e da navalha. Deus no sermão do frade
era justiceiro e castigador, não era o Deus dos dias lindos do padre José
Pedro. Depois explicaram a Pirulito que Deus era a suprema bondade, a suprema
justiça. E Pirulito envolveu seu amor a Deus numa capa de temor a Deus e agora
vivia entre os dois sentimentos. Sua vida era uma vida desgraçada de menino
abandonado e por isso tinha que ser uma vida de pecado, de furtos quase
diários, das mentiras nas portas das casas ricas. Por isso na beleza do dia
Pirulito mira o céu com os olhos crescidos de medo e pede perdão a Deus tão bom
(mas não tão justo também…) pelos seus pecados e os dos Capitães da Areia.
Mesmo porque eles não tinham culpa. A culpa era da vida…
Jorge Amado, in Capitães da Areia
domingo, 3 de junho de 2012
Salmo para Hoje!
Hoje Te louvo Senhor!
Dou-Te graças...pelas pessoas, pelos que me amam, pelas que me querem bem, por aqueles que são exemplo para mim e têm traços do teu rosto.
Dou-Te graças também por aqueles a quem não reconheço isso, pela provocação que são para mim para que seja mais!
Hoje Te louvo Senhor!
Dou-Te graças pelas mediações, pelos que são alerta para mim e me ajudam a chegar até Ti.
Hoje Te louvo Senhor!
Dou-Te graças pelo tempo, que marca ritmos e me obriga a marcar passos para não ficar parada.
Hoje Te louvo Senhor!
Dou-Te graças pelo bem que há em cada homem e mulher. Dou-Te graças pela Humanidade que me circunda, pela capacidade que temos de querer e ser mais.
Hoje Te louvo Senhor!
Dou-Te graças pela necessidade de comunhão que está inerente à tua Criação. A necessidade que temos de viver com o outro, de ser com o outro e de só com o outro darmos sentido à Vida.
Hoje Te louvo Senhor!
Dou-Te graças pela minha juventude, pela esperança que habita em mim de que é no amanhã que está o melhor, mas que é no hoje que está a possibilidade de o fazer acontecer.
Hoje Te louvo Senhor!
Eis-me aqui! Envia-me...ao mundo, envia-me aos teus, faz-me tua colaborante...agora, em que o tempo ainda não me comanda...
Dou-Te graças...pelas pessoas, pelos que me amam, pelas que me querem bem, por aqueles que são exemplo para mim e têm traços do teu rosto.
Dou-Te graças também por aqueles a quem não reconheço isso, pela provocação que são para mim para que seja mais!
Hoje Te louvo Senhor!
Dou-Te graças pelas mediações, pelos que são alerta para mim e me ajudam a chegar até Ti.
Hoje Te louvo Senhor!
Dou-Te graças pelo tempo, que marca ritmos e me obriga a marcar passos para não ficar parada.
Hoje Te louvo Senhor!
Dou-Te graças pelo bem que há em cada homem e mulher. Dou-Te graças pela Humanidade que me circunda, pela capacidade que temos de querer e ser mais.
Hoje Te louvo Senhor!
Dou-Te graças pela necessidade de comunhão que está inerente à tua Criação. A necessidade que temos de viver com o outro, de ser com o outro e de só com o outro darmos sentido à Vida.
Hoje Te louvo Senhor!
Dou-Te graças pela minha juventude, pela esperança que habita em mim de que é no amanhã que está o melhor, mas que é no hoje que está a possibilidade de o fazer acontecer.
Hoje Te louvo Senhor!
Eis-me aqui! Envia-me...ao mundo, envia-me aos teus, faz-me tua colaborante...agora, em que o tempo ainda não me comanda...
terça-feira, 13 de março de 2012
sábado, 24 de dezembro de 2011
"Brotará um rebento do tronco de Jessé,
e um renovo brotará das suas raízes.
Sobre ele repousará o espírito do Senhor:
espírito de sabedoria e de entendimento,
espírito de conselho e de fortaleza,
espírito de ciência e de temor do Senhor.
Não julgará pelas aparências
nem proferirá sentenças somente pelo que ouvir dizer;
mas julgará os pobres com justiça,
e com equidade os humildes da terra;
ferirá os tiranos com os decretos da sua boca,
e os maus com o sopro dos seus lábios.
A justiça será o cinto dos seus rins,
e a lealdade circundará os seus flancos.
Então o lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito: o novilho e o leão comerão juntos, e um menino os conduzirá. A vaca pastará com o urso, e as suas crias repousarão juntas; o leão comerá palha como o boi. A criancinha brincará na toca da víbora e o menino desmamado meterá a
mão na toca da serpente.
Não haverá dano nem destruição em todo o meu santo monte,
porque a terra está cheia de conhecimento do Senhor,
tal como as águas que cobrem a vastidão do mar."
(Is 11, 1-9)
Sobre ele repousará o espírito do Senhor:
espírito de sabedoria e de entendimento,
espírito de conselho e de fortaleza,
espírito de ciência e de temor do Senhor.
Não julgará pelas aparências
nem proferirá sentenças somente pelo que ouvir dizer;
mas julgará os pobres com justiça,
e com equidade os humildes da terra;
ferirá os tiranos com os decretos da sua boca,
e os maus com o sopro dos seus lábios.
A justiça será o cinto dos seus rins,
e a lealdade circundará os seus flancos.
Então o lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito: o novilho e o leão comerão juntos, e um menino os conduzirá. A vaca pastará com o urso, e as suas crias repousarão juntas; o leão comerá palha como o boi. A criancinha brincará na toca da víbora e o menino desmamado meterá a
mão na toca da serpente.
Não haverá dano nem destruição em todo o meu santo monte,
porque a terra está cheia de conhecimento do Senhor,
tal como as águas que cobrem a vastidão do mar."
(Is 11, 1-9)
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Pois...
"Na Grécia a desobediência pode ser a solução"
http://reporterasolta.blogspot.com/2011/12/na-grecia-desobediencia-pode-ser.html
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
"No quiero cantar a Dios,
Si no hay brillo de Dios en mi
Para cantar sin vivir, mejor que calle.
La fuerza de la voz e la palabra,
Está en la exigencia de hacerlo vida.
No hay canto de Dios más fuerta e sereno
Que el nacido en el alma del canto.
Si no vivo lo que pienso, para qué pensar?
Si no vivo lo que escribo, para qué escribir?
Si no vivo lo que canto, para qué cantar?
Si no vivo lo que siento, para qué sentir?
Si no vivo lo que escribo, lo que canto, lo que siento,
Mejor callar,... mejor morrir!"
Autor desconhecido (para mim...)
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Há dias em que a sensação de que algo muito maior do que eu me rodeia, se confirma... Há pequenos gestos, sorrisos, pessoas responsáveis por isso. Há o diálogo da Natureza... que diz tanto mais do que alguma vez poderei ouvir... Há dias em que os pequenos nadas fazem com que o meu 1,57cm pareça muito perante a altura que sinto ser... Há momentos como este em que me sinto envolvida por um universo muito maior do que eu, onde o desejo de o compreender me faz querer ser maior...
É nestas alturas que sinto que Deus tem de Ser...
É nestas alturas que me sinto amada por um Amor ao qual nunca conseguirei corresponder...
terça-feira, 20 de setembro de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
Principezinho...
«O quarto planeta era o do homem de negócios. Estava tão atarefado que nem sequer levantou a cabeça quando o principezinho chegou.
- Olá, bom dia! - disse-lhe este. - Tem o cigarro apagado!
- Três e dois, cinco. Cinco e sete, doze. Doze e três, quinze. Bom dia! Quinze e sete, vinte e dois. Vinte e dois e sete, vinte e oito. Não tenho tempo de o voltar a acender. Vinte e seis e cinco, trinta e um. Uf! Portanto, tudo isto soma quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um!
- Quinhentos milhões de quê?
- Ah? Ainda aí estás? Quinhentos milhões de... Olha que já nem sei... Tenho tanto que fazer! Eu, eu sou um homem sério, não perco o meu tempo com ninharias! Dois e cinco, sete...
- Quinhentos milhões de quê? - repetiu o principezinho que, uma vez que a fizesse, nunca em dias da sua vida desistia de uma pergunta.
O homem de negócios levantou a cabeça:
- Vivo neste planeta há cinquenta e quatro anos e ain
da só fui incomodado três vezes. A primeira vez foi há vinte e dois anos: era um besouro caído sabe Deus de onde. Fazia tanto barulho que me enganei quatro vezes numa soma. A segunda vez foi há onze anos: era um ataque de reumatismo. Tenho falta de exercício. Não me sobra tempo para andar por aí a vadiar. É que eu, eu sou um homem sério. A terceira vez...é esta! Mas, ia eu dizendo, quinhentos milhões...
- Milhões de quê?

O homem de negócios percebeu que não havia esperança de que ele o deixasse em paz:
- Milhões daquelas coisitas que às vezes se vêem brilhar no céu
- Moscas?
- Não, nada disso, coisitas brilhantes!
-Abelhas?
-Não, nada disso. Coisitas douradas que dão volta à cabeça dos párias e dos vagabundos.
- Ah! Estrelas!
- Isso mesmo! Estrelas!
- E o que é que fazes com quinhentos milhões de estrelas?
- Quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil setentos e trinta e uma. Eu, eu sou um homem sério e gosto que as coisas sejam ditas com rigor!
- E o que é que fazes com essas estrelas todas?
- O que é que eu faço com elas?
- Sim.
- Nada. Tenho-as.
- Tu tens as estrelas?
- Tenho.
- Mas eu conheço um rei que...
- Os reis não têm nada. "Reinam" sobre as coisas. É muito diferente.
- E para que é que te serve teres estrelas?
- Servem-me para ser rico.
- E para que é que te serve seres rico?
- Para comprar outras estrelas, se alguém as descobrir.
"Este", comentou o principezinho com os seus botões, "este só parece o meu bêbado a raciocinar."
No entanto, ainda lhe fez mais perguntas:
- E como é que se pode ter as estrelas?
- De quem são elas? - ripostou, todo embirrento, o homem de negócios.
- Não sei. De ninguém.
- Então são minhas. Eu fui o primeiro a pensar nisso...
- E isso basta?
- Claro que basta! Se tu achares um diamante e ele não for de ninguém, passa a ser teu. Se tu achares uma ilha e ela não for de ninguém, passa a ser tua. Se tu fores o primeiro a ter uma ideia, tiras-lhe a patente: é tua. Pois eu tenho as estrelas porque, antes de mim, nunca ninguém se tinha lembrado de as ter.
- Lá isso é verdade! - disse o principezinho - E o que é que fazes com elas?
- Administro-as. Conto-as e torno a contá-las - disse o homem de negócios. - É difícil. Mas eu sou um homem sério!
O principezinho ainda não estava satisfeito:
- Olha, mas eu, se tiver um lenço, posso pô-lo à volta do pescoço e levá-lo comigo. Eu, se tiver uma flor, posso apanhar a minha flor e levá-la comigo. Mas tu, tu não podes apanhas as estrelas!
- Pois não, mas posso pô-las no banco.
- O que é que isso quer dizer?
- Quer dizer que pego num papelinho e escrevo o número das minhas estrelas. E depois guardo o papelinho numa gaveta e fecho-a à chave.
- E mais nada?
- Mais nada.»
Parece uma história tão absurda... mas tão real nos nossos dias... E o pior é que nem not(o)amos..., parece que a regra, a norma é sermos todos assim. Tudo está preparado para nos acolher e aceitar assim...
Mas não é nada disto que eu quero...
«"Que é uma ideia divertida, lá isso é!", pensou o principezinho. "E bastante poética. Duvido é que seja tão séria como isso..."
É que, para o principezinho, as coisas sérias eram muito diferentes daquilo que as coisas sérias são para as pessoas grandes. Ainda disse:
- Eu, cá por mim, tenho uma flor. Rego-a todos os dias.Tenho três vulcões. Limpo-os todas as semanas. Porque também limpo o que está extinto. Nunca se sabe... É útil para os meus vulcões e é útil para a minha flor que eu os tenha. Mas tu não és útil para as estrelas!
O homem de negócios ainda abriu a boca mas não foi capaz de encontrar resposta de jeito. O principezinho foi-se embora.
"As pessoas grandes são, de facto, extraordinárias", foi o que foi muito simplesmente a pensar durante a viagem.»
Sem poetizes e romantismos...sem palavras bonitas de livros dos correios...
QUERO ser uma grande criança!!...Alguém se atreve a dizer que não é possível?
segunda-feira, 27 de junho de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
sábado, 26 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
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